Morte e Vida Severina (desenho animado)
Versão audiovisual da obra-prima de João Cabral de Melo Neto, “Morte e Vida Severina”, adaptada pelo cartunista Miguel Falcão. Preservando o texto original, este desenho animado dá vida e movimento aos personagens deste auto de natal pernambucano, publicado originalmente em 1956. Em preto e branco, fiel à aspereza do texto e aos traços dos quadrinhos, a animação narra a dura caminhada de Severino, um retirante nordestino, que migra do sertão para o litoral pernambucano em busca de uma vida melhor. Simplesmente genial.
A excelente produção que resgatou uma das maiores obras da literatura brasileira em puro entretenimento visual e educacional tem 56 minutos. Conta com a participação de Vanda Phaelante que dá voz a Velha das Caveiras, de Lívia Falcão e Eduardo Japiassu que assumem o papel dos ciganos, de João Augusto Lira que interpreta o Coveiro Velho, Jones Melo o Coveiro Negro, enquanto as vozes de Fábio Caio e Vavá Schon Paulino representam os irmão das Almas.
Produzido para a TV Escola, o filme já está sendo distribuído para as bibliotecas escolares de todo o Brasil, disso sou testemunha, pois chegou à Escola em que trabalho como mediador de leitura.
Um pequeno tratado sobre a hipocrisia capitalista. Didático, dialético, pedagógico, óbvio, ululante. A história é um parto em movimento, como reconhece cinicamente Obama. O touro de Wall Street muge de dor, no afã de deter o novo, o povo que renasce nas praças do mundo!
Clássico documentário “The Corporation” (A Corporação), escrito por Joel Bakan e dirigido por Mark Achbar e Jennifer Abbott, em versão integral com legendas em português. Este filme expõe como nunca antes as entranhas do capitalismo globalizado representado pelas grandes corporações. “A partir da polêmica decisão da Suprema Corte de Justiça americana concluindo que uma corporação, aos olhos da lei, é uma “pessoa”, são analisados os poderes das grandes corporações no mundo atual. A exploração da mão-de-obra barata no Terceiro Mundo e a devastação do meio ambiente são alguns dos fatos explorados, que entrevistam presidentes de corporações como a Nike, Shell e IBM, além de Noam Chomsky, Milton Friedman e Michael Moore.”
Documentário (2008) essencial para se entender o mundo em que vivemos pela ótica financeira internacional. Dos mesmos criadores do documentário “We Feed the World”. Apesar do velho discurso feito pelos neoliberais de que a globalização traria benefícios para todos os países ajudando a diminuir a pobreza no 3° Mundo, o que se viu de fato foi em geral aumento desenfreado da miséria, em que o salário de um indivíduo geralmente mal cobre sua subsistência. O filme mostra as chamadas “economias emergentes” por dentro, na visão de grandes investidores, bem como o cotidiano miserável dos homens, mulheres e crianças trabalhadoras destes países. Mostra também as idéias do Consenso de Washington, responsável pelas políticas liberais que moldaram o nosso mundo econômico atual, assim como os mecanismos de colonização moderna como o FMI e Banco Mundial, perpetuando a injusta dívida dos países mais pobres em troca de suas riquezas. Explica o que são os paraísos fiscais, por onde passa a maioria do capital financeiro para encobrir os donos corruptos. John Perkins, antigo assassino de economias, que também já apareceu aqui no documentário “The War on Democracy”, explica detalhadamente como era o seu ofício de levar as riquezas de países de 3° Mundo, sob a supervisão das instituições internacionais. Passa ainda pela miséria que aflora nos EUA e pelas raízes da crise econômica espanhola causada pela bolha imobiliária. ”Na privatização, a sociedade é privada de um determinado bem ou serviço público no qual um investidor está interessado por razões de lucro.”
Segunda parte do vídeo “Eu, Estranho Personagem”, da série Tela Brasil, registra fatos da vida do poeta Augusto dos Anjos, que morreu de pneumonia aos 30 anos de idade, e analisa a única obra que deixou, o livro “Eu”. O documentário foi produzido e veiculado na passagem dos 95 anos de morte do poeta, que ocorreu em 12 de novembro de 1914. Este vídeo foi retirado do Canal RSM, do Vimeo.
Documentário sobre o Wikileaks (Legendado)
Vídeo apresentado pela TV estatal sueca (SVT) e que relata a criação e revela o modo de agir do Wikileaks, esclarecendo em especial como opera sua rede de colaboradores. É permeado por excelentes entrevistas em que o fundador do site, Julian Assange, expõe o que o animou ao projeto.
Táxi para o Lado Negro
Direção: Alex Gibney
Gênero: Documentário
O filme tem início em 2002 quando uma taxista no Afeganistão ocupado pelos americanos faz uma viagem até a base aérea de Bagram, onde é preso e depois de 5 dias morto. Um major americano registrou a morte como homicídio. Depoimentos contidos no documentário mostram oficiais do exército americano dizendo terem sido instruídos a prender e vendar iraquianos que não cooperassem e considerá-los menos que humanos. “Você começa a olhar para estas pessoas como menos que humanos e então faz coisas que nunca sonharia em fazer. Neste ponto é que se torna assustador.”
“Altamente recomendado. Um documentário devastador feito com detalhes precisos de como a administração de Bush realiza prisões ilegais, tortura e assassinato em campos de prisioneiros que existem fora da constituição americana.” (Roger Ebert, Chicago Sun-Times).
Em certo momento do filme você vê Dick Cheney, à época o vice-presidente americano, declarando que “você tem que trabalhar o lado negro se quer passar tempo nas sombras”. O que é assustador, se considerarmos o poder que o cara tinha no governo.
Lutas.Doc (Parte 1)
Primeira parte do documentário Lutas.doc, produzido pela Gullane filmes em parceria com a TVBrasil.
Direção: Daniel Augusto e Luiz Bolognesi
Direção de Fotografia: Mauricio Tibiriçá
Realização: Gullane e Buriti Filmes
Coprodução: Tv Brasil
Lutas.Doc (Parte 2)
Segunda parte do documentário Lutas.doc, produzido pela Gullane filmes em parceria com a TVBrasil.
Direção: Daniel Augusto e Luiz Bolognesi
Direção de Fotografia: Mauricio Tibiriçá
Realização: Gullane e Buriti Filmes
Coprodução: Tv Brasil
Di Que No
Videoclipe do grupo cubano de hip-hop, Hoyo Colorao. Com uma letra de alta qualidade e teor revolucionário, a música mescla humor, dor e muita criatividade para lançar um grito de paz e esperança ao mundo. Excelente.
Conheça um pouco mais sobre o Hoyo Colorao aqui e aqui.
Yo Te Nombro Libertad
De: Paul Eluard e Gian Franco Pagliaro
Canta: Nacha Guevara
Durante os anos duros da Resistência Francesa, o poeta Paul Eluard, oriundo do surrealismo, escreveu um poema intitulado “Libertad”, incluído em seu livro “Poesía y Verdad’ (1942). Muitos anos depois, o cantor italiano Gian Franco Pagliaro o musicou e a cantora, atriz e bailarina argentina Nacha Guevara gravou com o nome “Yo Te Nombro Libertad”, incluindo-o em seu disco “Amor de Ciudad Grande”. Neste vídeo, você a ouve com ilustrações de Mafalda, personagem do cartunista argentino Joaquín Lavado, mais conhecido como Quino, em interpretação simplesmente maravilhosa.
Conheça mais sobre Paul Éluard, Nacha Guevara e Gian Franco Pagliaro.
A Cidade dos Fotógrafos
Documentário de Sebastián Moreno. O filme conta a história oculta de uma geração de fotógrafos independentes que trabalhou para a mídia estrangeira durante a década de 80 no Chile. Através de depoimentos, incluindo o do fotógrafo José Moreno, pai do cineasta, o documentário revela o trabalho deles no contexto social e político dos anos de chumbo. Mostra como eles fotografaram o que não foi feito para o olhar do público e como isso, gradualmente, trouxe uma revolução. Tudo começou com a publicação de fotos de pessoas enterradas vivas e penduradas de cabeça para baixo no poço da mina no Longuér. As fotos do local revelaram ao Chile o que estava realmente acontecendo no país. The Independent Fotógrafos Guild Association - ILA em espanhol - era composto inicialmente por dois por fotógrafos, um profissional e um amador que era o dono da câmera. Quando a imprensa estrangeira também começou a publicar seus trabalhos, o ILA tornou-se um ponto de referência na luta contra Pinochet: “Nosso trabalho ajudou a acabar com a tirania. É por isso que eles foram atrás de nós.” O documentário ganha força através da adição de filmagem: os momentos fotográficos, literalmente ganham vida em imagens de arquivo. Vemos os fotógrafos correndo dos soldados para salvar suas vidas ou a de seus companheiros. As fotografias do ILA serviram posteriormente para apoiar o testemunho das vítimas da ditadura chilena e foram fundamentais para iniciar os processos na Justiça.
Créditos:
DirectorSebastián MorenoFotografiaDavid Bravo, Sebastián MorenoRoteiroClaudia Barril, Sebastián Moreno, Nona FernándezEdiçãoTeresa Viera-GalloSoundErik Del ValleMusicManuel Garcia, Silvio ParedesProduçãoClaudia Barril de Las Películas del PezCo-ProduçãoCinepataDistribuição BeneluxFundo Vrijman Jan
Visite a página oficial do filme La Ciudad de los Fotógrafos.
Sonbahar (Outono)
Produção turco-alemã de 2008
Direção: Alper Özcan.
Condenado à prisão, em 1997, com apenas 22, o estudante universitário, Yusuf é libertado somente 10 anos depois, por razões de saúde. Ele volta para sua aldeia onde é recebido somente por sua mãe idosa e doente. O pai morrera quando ele estava preso e sua irmã se casou e mudou-se para a cidade. A decadência econômica expulsou os jovens das aldeias nas montanhas, deixando apenas os velhos. Quando o outono cede lugar ao inverno, Yusuf vai com Mikail a uma taverna, onde conhece Eka, uma bela e jovem prostituta georgiana. Nem a época nem as circunstâncias são apropriadas pra eles, pessoas de mundos tão diferentes, ficarem juntos. Por isso, o amor se torna uma última e desesperada tentativa de entender a vida e fugir da solidão, ao menos para Yusuf. Para Eka, ele é como um personagem das páginas de um romance russo: habita um mundo distante e um tempo distante. Tendo a década de 1990 como pano de fundo, o filme documenta e critica um pedaço da história recente, expondo a ironia, a crueldade e a realidade desse período. O final desta seqüência – quando Yusuf toca para a mãe – é como uma elegia à juventude e aos ideais perdidos da personagem. Um filme belíssimo que merece ser visto.
Escale
Depois de ser selecionado para o Annecy International Animation Film Festival de 2009, Escale (Escala) está disponível na íntegra na web. O curta de 2008 foi criado pela francesa Éléa Gobbé-Mévellec e é uma animação 2D especialmente bonita.
Seu estilo aquarelado, transforma o curta em diversas belíssimas imagens animadas, como quadros pintados a mão. A história é sobre um pescador que, ao parar em um porto, se apaixona por uma prostituta.
A música e, até mesmo alguns personagens, me lembram o jogo Tales of Monkey Island. Mas um Monkey Island romântico e leve.
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